domingo, 7 de novembro de 2010

Serenissíma - Legião Urbana

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Nossos instintos ainda estão por aqui?
Ainda temos aquela força que nos faz sermos
O que fomos feitos para ser...
Quando nosso desejo se apega ao que nosso instinto deseja.
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Com o meu instinto de volta,
Não sou facilmente manipulado, conduzido
Ainda não fui domesticado,
Apenas racionalizado
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Te ouço, procuro ouvir, tento entender
Vejo seus lábios se moverem e vejo o som sair
Mas sei que você pode me dizer mais
Quero ouvir mais da sua voz
Existe mais do que seus lábios deixam sair
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
A sanidade e o equilíbrio
São fantasias que consegui
Na minha loucura
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
E eu esperei por você e por seus desejos
Você não veio
Mudou nosso rumo
E eu voltei e deixei isso para trás
Talvez essa estrada passe novamente por mim
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
Na inocência da minha primeira insanidade
O sonho surreal era meu amigo
Agora que sou lúcida, ele se foi
Junto com meu sono
E nem acordado eu sonho mais
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Será que alguém vai um dia ouvir?
Será que é tão difícil assim aprender
Estar ao meu lado...
Você pode conversar comigo por um instante?
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
Nada mais me convence e encanta
Não sei de nada além do que está aqui
E não sei se te imagino aqui ou longe de mim
Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.
Sinto os sonhos voltando
Sinto a irrealidade me invadindo
E nem sei mais se sei sorrir
Mas a vida sempre segue
Irresoluta, tranqüila, sereníssima, mesmo sem mim.

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